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Para alguns pode parecer inconcebível a ideia de tirar a própria vida, já que tantos nutrem, inclusive, um grande medo da morte. Mas, se faz necessário, pois não é raro este estágio da dor humana, sim, muitos consideram o último estágio da dor humana, o último estágio da depressão.
São inúmeras as teorias em torno deste ato, muito difíceis de entender e aceitar para a maioria das pessoas. Por o suicida muitas vezes ter boas condições de sobrevivência, conhecimento suficiente para (em nosso julgamento) sair da situação que o aproxima desse estágio. Mas como falei acima, são inúmeras teorias que na maioria das vezes fogem ao entendimento comum.
Deste modo, a partir de estudos, precisamos compreender que as razões que levam ao suicídio são razões internas, não externas. Razões externas podem até contribuir, mas ninguém tira a própria vida se internamente tem uma estrutura que lhe dá suporte diante dos desafios da vida.
Uma dentre as explicações plausíveis para um ser humano atingir tal estágio, é o fato da pessoa ter recebido uma estrutura de personalidade extremamente frágil. Por ocasião da vida intrauterina e/ou do processo de nascimento.
Normalmente, ocorreu uma séria ameaça à sobrevivência durante a gestação ou processo de nascimento quando houve uma ameaça de aborto – provocado ou espontâneo – ou quase morreu no parto por alguma razão.
Por se tratar de um estágio muito avançado de depressão e dor, a pessoa começa a adentrar em um campo de condições propícias para não querer mais viver aqui e neste corpo que habita.
Acerca das condições que levam a pessoa até o ato, é como se começasse uma “luta” entre consciente e subconsciente.
O subconsciente, na sua função de garantir vida e felicidade, não percebendo mais nenhuma perspectiva de alcançar tais estados, induz a pessoa a buscar isso fora do corpo.
No entanto, esse é um corpo que “moramos” por um certo tempo, considerando que não somos apenas matéria, mas que existimos e vivemos, enquanto essência infinita, nesse corpo.
Por sua vez, o consciente – que por educação e respeito aos que ficam, pela formação cultural – não aceita tal ideia, resiste ao máximo.
No entanto, em algum momento extremo, o subconsciente supera todas as resistências do consciente e executa o ato.
Portanto, dentro do entendimento da Parapsicologia Científica, se entende que o suicído é um ato gerado pelo subconsciente, em uma total falta de perspectiva de vida e felicidade.
A força que pode levar ao ato.
Em todos os tempos houveram pessoas que tiraram a própria vida, mas temos percebido um grande aumento nos últimos tempos. Com as tecnologias, modernização, acesso livre à informação e desinformação, inúmeros fatores podem gerar essa “força” e chegar às últimas consequências.
No entanto, nos perguntamos acerca da vida: a morte será mesmo o fim? Ou pode ser um novo início, uma nova forma de viver?
Em terapias já houveram relatos de pessoas que estavam dispostas a tirar a própria vida, onde elas afirmavam que “não desejavam tirar a própria vida, mas que existia uma “força” que as impelia a tal ato”.
Por mais paradoxal que pareça, e difícil de compreender pelas mentes racionais, essa força que busca a morte é a mesma que busca viver, ter felicidade em outra dimensão.
Assim, o suicídio só ocorre quando a pessoa não tem mais nenhuma expectativa de vida, não vislumbra nenhuma possibilidade de ser feliz.
A importância da reprogramação mental nestes casos.
Na mente do suicida é como se fosse um ato de libertação. O que ele faz paradoxalmente: liberta-se de um sofrimento absolutamente insuportável naquele corpo e vai ao encontro da vida além dele.
Nestes casos de extrema depressão e falta de perspectiva a reprogramação mental pode ser uma aliada. Pois, ela traz novas perspectivas, pontos de vista e programações para que substituam-se as que estão a levando a findar a sua própria vida.
Não somente este recurso deve ser utilizado, mas em conjunto com tratamentos psiquiátricos para auxílio medicamentoso na diminuição dos sintomas, vendo que é um extremo perigoso para não se tratar com tudo que estiver ao alcance dos médicos e terapeutas. Após isso sim, o tratamento com a reprogramação mental entre outras linhas, pode ser de grande ajuda.
Precisamos compreender a pessoa com ideações suicidas, ajudando-a a buscar razões para viver naquele corpo.
No entanto, se o problema não for resolvido e o suicídio ocorrer, abstenha-se do ato de julgar, condenar, pois ela, conscientemente, não queria morrer. Contudo, o subconsciente tinha razões para que assim fosse.
A importância do incentivo à saúde mental e emocional é muito grande. Setembro amarelo inclusive nos ajuda a olhar para esta triste realidade que é o suicídio e incentivar cada vez mais as pessoas a cuidar de suas mentes assim como cuidam de outros aspectos.
