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O poder da mente e o efeito placebo.

O termo “placebo” ganha destaque sempre que se debate um novo medicamento ou o progresso de vacinas inovadoras. Originária do latim, a palavra significa “agradar, satisfazer”. Antes mesmo de ser incorporada às discussões médicas, já era mencionada por católicos romanos no século XII.

Séculos depois, médicos começaram a usar o termo para descrever tratamentos sem eficácia, cujo único propósito era proporcionar conforto aos pacientes e fazê-los sentir-se cuidados. Gradualmente, estudos revelaram que essas substâncias, geralmente constituídas por pílulas de açúcar, farinha ou xaropes, tinham efeitos que ultrapassavam o alívio psicológico. Esse fenômeno é conhecido como “efeito placebo” e envolve reações reais e positivas ao uso de substâncias inativas.

Aqui já podemos evidenciar o poder da mente humana em sua cura, afinal a sugestão que o placebo dá para a mente faz ela trabalhar a ponto de trazer alívio dos sintomas que aquele medicamento promete amenizar e extinguir.

Mesmo quando um tratamento não contém substâncias ativas, a simples expectativa de melhora criada pelo paciente pode levá-lo a acreditar que está verdadeiramente melhor.

A ação de tomar uma pílula ou receber uma substância por meio de uma seringa ativa o cérebro, desencadeando sensações, emoções e memórias de cuidado e bem-estar que liberam dopamina e outros produtos químicos, alterando a percepção da dor e de outros sintomas. Estudos indicam que placebos podem ser eficazes no tratamento de doenças como Parkinson, depressão, disfunções intestinais e insônia.

Uma breve definição:

O placebo é uma substância que contém compostos inativos, apresentando-se na forma de pílulas, pomadas, líquidos, entre outras, com uma aparência similar a medicamentos reais. Essa falsa intervenção é amplamente utilizada em testes clínicos para o desenvolvimento de novos tratamentos.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao ser administrado a participantes de ensaios clínicos, o placebo tem a “finalidade de mascaramento ou de ser comparador” em relação a medicamentos ativos. Essa comparação determina a eficácia de um novo tratamento e sua autorização, ou não, para comercialização.

A prescrição de placebos é um tema controverso entre os médicos. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina proíbe o uso de placebos em prescrições médicas e estudos clínicos quando já existe um tratamento eficaz para a doença.

Atualmente, os placebos são essenciais para a realização de testes clínicos considerados “padrão ouro” pela comunidade científica internacional, seguindo princípios de aleatoriedade, duplo-cego e controle. A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, exige que novos analgésicos, em busca de aprovação para comercialização, apresentem resultados de testes que comparem sua eficácia com a de placebos.

O Efeito Placebo.

O efeito placebo ocorre quando substâncias sem princípios ativos para uma doença geram efeitos fisiológicos reais, como o alívio de sintomas. Pesquisadores atribuem esse resultado a vários fatores, sendo o contexto do tratamento um dos principais. O ambiente em que o paciente recebe o tratamento, como o consultório médico, sugestões verbais positivas e o uso de seringas, cria um ritual que influencia na resposta cerebral ao tratamento.

O efeito placebo é uma resposta do cérebro e do corpo a informações contextuais que sugerem saúde e bem-estar. Estímulos cerebrais ativados por esse contexto desencadeiam memórias e emoções relacionadas à sensação de cuidado e saúde. Essa combinação de fatores forma o “ingrediente ativo” do efeito placebo, liberando endorfina e outras substâncias que alteram a percepção dos sintomas.

Diversos estudos apontam efeitos positivos do placebo no tratamento de diversas doenças, como Parkinson, depressão, disfunções intestinais e insônia. A cor das pílulas, o tamanho e a embalagem do medicamento também podem influenciar a potencialização do efeito placebo.

O outro lado na moeda chamado Nocebo.

Enquanto o efeito placebo significa “agradar, satisfazer” e gerar benefícios, existe um fenômeno oposto conhecido como nocebo. O efeito nocebo, que significa “fazer mal, causar dano”, ocorre quando informações negativas sobre um medicamento impactam negativamente o paciente, desde os efeitos colaterais descritos na bula até o preço do remédio.

Assim, tanto o efeito placebo quanto o nocebo destacam a poderosa influência da mente no processo de cura e na percepção dos efeitos dos tratamentos médicos.

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